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  Arejamento e
Ventilação
   

 

1. Aspectos Gerais

Antigamente as janelas eram tão pouco estanques, que ocorria a renovação do ar e a respectiva desumidificação do interior, criando-se uma ambiente agradável. Nos caixilhos antigos esta renovação ocorre de forma não deliberada, devido às juntas não serem estanques.

Com a finalidade de reduzir os custos de climatização, reduzir a formação de correntes de ar e os incómodos ruídos exteriores, iniciou-se a produção de caixilhos optimizados, para satisfazer novas exigências. Os regulamentos sobre isolamento térmico, referem a este respeito: “Todas as juntas, nas superfícies envolventes, passíveis de transmissão térmica, devem ser alvo de isolamento estanque ao ar, de acordo com a tecnologia actual”como consequência a permeabilidade das juntas ficou limitada por estes regulamentos técnicos.

A magnitude característica da permeabilidade das juntas de um caixilho é o coeficiente de permeabilidade das respectivas juntas (impermeabilidade ao ar), “valor a” segundo a norma DIN 18055. Os caixilhos actuais apresentam um valor inferior a 1,0 para esta propriedade.

Os caixilhos actuais apresentam uma impermeabilidade ao ar, tanto a nível interno do elemento de caixilharia, como no que diz respeito às paredes, logo não é possível produzir uma renovação natural do ar. Uma ventilação insuficiente afecta negativamente o bem-estar. A humidade ambiental excessiva, não sendo expulsa a tempo pode levar a danos na própria construção.


Figura 1                               Figura2                                 Figura 3                                Figura 4

Figura 1: Ao cozinhar produz-se muito vapor;

Figura 2: O banho muito quente produz muito vapor;

Figura 3: Até mesmo o ar que respiramos transporta humidade;

Figura 4: Um adulto produz cerca de 1 litro de vapor de água durante a noite.

A formação de humidade excessiva (produção de bolores) e os respectivos desagradáveis efeitos secundários, podem prevenir-se facilmente. Em suma, a finalidade da ventilação é garantir o bem-estar e prevenir os riscos para as pessoas e para o edifício.

 

2. Hábitos de ventilação

A elevada hermeticidade dos actuais caixilhos exige um planeamento da respectiva ventilação, devendo a mesma ser adaptada às necessidades. Por outro lado, a renovação de ar durante o aquecimento do ambiente, representa perdas de calor e consequentemente de energia. Estas perdas são mais significativas, quanto melhor é o isolamento térmico do edifício.

O planeamento de uma ventilação individualizada e adequada, a nível de utilização local, tem como finalidade a redução máxima das perdas de calor causadas pela ventilação.

 

 A indústria disponibiliza como solução equipamentos de ventilação que permitem regular o caudal de ar e, opcionalmente, recuperar o calor do ar evacuado. Estes equipamentos integram-se no caixilho. Em cumprimento das directivas referentes ao isolamento térmico, ao utilizar este tipo de dispositivos de recuperação de calor, pode considerar-se como ganho energético, para efeitos de rendimento energético do edifício, a parcela de energia recuperada por este método.

Caso se prescinda deste tipo de equipamento técnico, recomenda-se ventilar os compartimentos do seguinte modo, de forma a poupar energia:

  • Ventilar pela manhã todas as divisões, sobretudo os quartos, durante 10-15 minutos;
  • Durante o dia ventilar 3-4 vezes, em função da quantidade de humidade que se produz no interior;
  • Caso se trate de caixilharia oscilobatente, não ventilar apenas na posição oscilante, mas sim abri-las       completamente. Este tipo de ventilação de choque, garante uma renovação de ar num tempo mínimo;
  • Desligar o aquecimento durante a ventilação;
  • Não permitir que a temperatura ambiente interior baixe além dos 15°C, para que o ambiente mantenha uma       humidade suficiente.

Com os caixilhos actuais, procura-se aliar à necessária renovação de ar, a poupança de energia de aquecimento e obter um clima interior saudável. Através da abertura de dois caixilhos em paredes opostas consegue-se uma ventilação rápida e efectiva, por vezes a abertura de apenas um caixilho é insuficiente para a adequada ventilação.

Por este motivo recomenda-se:

  • Ventilar procurando poupar energia (ver acima);
  • Remover obstáculos ao fluxo de ar: afastar móveis alguns centímetros da parede, não pendurar cortinados à frente        dos radiadores, garantir que a altura dos mesmos chega apenas até ao parapeito das janelas.
  • Manter fechadas as portas de acesso a divisões que geralmente sejam menos aquecidas;
  • Ao produzir-se humidade adicional, por exemplo ao cozinhar, ou tomar banho, etc. ventilar com maior frequência,        isto é particularmente importante nos quartos de dormir;
  • No inverno é preferível abrir na totalidade os caixilhos durante uns minutos, do que mantê-los parcialmente abertos        durante várias horas. Desta forma poupa-se energia de aquecimento;
  • Conduzir directamente ao exterior o ar viciado/húmido, e nunca para outras divisões;
  • A climatização e a ventilação periódicas são os pré-requisitos para obter um ambiente interior saudável. Um caixilho        embaciado é um sintoma inconfundível de falta de ventilação;

 

O ar seco e rico em oxigénio aquece mais rapidamente. O aquecimento funciona melhor e obtém-se uma temperatura e ambiente mais confortáveis.

A climatização dos espaços deve ser uniforme, as flutuações extremas de temperatura devem ser evitadas, por exemplo não desligar o aquecimento numa casa que não se usa habitualmente. O processo de ventilação deve realizar-se tendo em conta a ocupação das divisões e deve repetir-se a cada 1-3 horas. Isto é especialmente importante quando falamos de estruturas de betão.

O aquecimento sem uma ventilação frequente e adequada pode deteriorar o próprio edifício.

 
 
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